I
Porque esqueço
Porque esqueço
Do tropeço
Quando desço
Pro começo,
Desapareço
Rumo ao teu endereço.
Do desapego
Quando chego
Em teu sossego
Me aconchego
Logo ofego
Junto a tal chamego.
E o que faço
Com o cansaço?
O mato em laço
No teu abraço
E quero o espaço
Da tua boca: um pedaço.
II
Teus braços descansam meu Eu
Exausto do lirismo e do próprio ser,
Como Sol que repousa seu brilho
Na inundação prateada do luar.
Teu abraço é o mais belo dos poemas
Na calmaria que alcanço em tua paz
Inclino-me a Beleza do poema,
Para repousar, enfim, minha boca
Na curva vermelha dos teus lábios.
E fazer morada no teu sorriso.
Mm.
Jul. 23, 2014.
Jul. 23, 2014.
