terça-feira, 19 de agosto de 2014

Abrigo


I

Porque esqueço
Do tropeço
Quando desço
Pro começo,

Desapareço
Rumo ao teu endereço.

Do desapego
Quando chego
Em teu sossego
Me aconchego

Logo ofego
Junto a tal chamego.

E o que faço
Com o cansaço?
O mato em laço
No teu abraço

E quero o espaço
Da tua boca: um pedaço.


II

Teus braços descansam meu Eu
Exausto do lirismo e do próprio ser,
Como Sol que repousa seu brilho
Na inundação prateada do luar.

Teu abraço é o mais belo dos poemas

Na calmaria que alcanço em tua paz
Inclino-me a Beleza do poema,
Para repousar, enfim, minha boca
Na curva vermelha dos teus lábios.

E fazer morada no teu sorriso.


Mm.
Jul. 23, 2014.