sábado, 30 de julho de 2011

Anoitecer


Insignificante existência
Começou a mudar
E sem saber o que havia
Lágrimas começaram a cair
Suas memórias desbotaram
Em meio a solidão
E a tristeza não conteve
O desespero do sorrir.

Seu sangue me diz isso:
O sol sempre se põe!
Tudo queima, nada resta
Apenas um vermelho anoitecer
Teus olhos sempre negam
Frente a olhares cortantes
Quando a alma, alva, empalidece
E não há mais o que esconder.

Implacável, vem a escuridão
Que traz consigo a vitalidade
Acompanha a sede insaciável
Teu sangue seduz para conquistar
E meu sangue aqui exclama
Para o sol que vai nascer
Ao seu viver, a aversão:
Que o desprezo assombre seu sonhar!
Mm.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Razão Arruinada


Essa inércia que me sufoca, afoga
Por que será que assim me sinto?
Perdido, como a vítima do minotauro
Agonizando presa em seu labirinto.

Tal razão que me escapa
Fugaz, avante à outro caminho
Em arame-farpado retorna
Retalha-me como se fosse espinho.

Abraça-me, beija-me, voa, se esvai
Renuncio-me − hoje acordei meio "Clarisse"
Desejos infames, sustentam-se sempre
Maldita razão, esquece-te do que lhe disse!
Mm.

domingo, 17 de julho de 2011

O Beijo de Tânatos

Tal qual o romantismo
Da autodestruição
Levo firmamento comigo
No olho do furacão.

E assim como os roqueiros
Em autocombustão
Vou queimando minha vida
Com o pulsar do coração.

E com a mágoa, abandonado
Por tal felicidade
Lanço-me aos braços da morte
Em plena sanidade.

Entregue em braços frios
Sinto minh'alma queimar
Enquanto procurei Afrodite
Tânatos veio me beijar.

E quando a esperança
Recolhe-se p'ra não me tocar
É nos lábios frios
Da morte que encontro meu lar.

Na busca por Afrodite
Meu corpo sendento vai ficar
E apenas o beijo de Tânatos:
Seus lábios poderão me saciar.

Mm.