sábado, 30 de julho de 2011

Anoitecer


Insignificante existência
Começou a mudar
E sem saber o que havia
Lágrimas começaram a cair
Suas memórias desbotaram
Em meio a solidão
E a tristeza não conteve
O desespero do sorrir.

Seu sangue me diz isso:
O sol sempre se põe!
Tudo queima, nada resta
Apenas um vermelho anoitecer
Teus olhos sempre negam
Frente a olhares cortantes
Quando a alma, alva, empalidece
E não há mais o que esconder.

Implacável, vem a escuridão
Que traz consigo a vitalidade
Acompanha a sede insaciável
Teu sangue seduz para conquistar
E meu sangue aqui exclama
Para o sol que vai nascer
Ao seu viver, a aversão:
Que o desprezo assombre seu sonhar!
Mm.

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