sábado, 25 de janeiro de 2014

β Aquarii


“Ela é a revolução!” 
O poema assim o diz
E a poetisa, tudo o que condiz.
A musa de tal verso brilha,
se espalha e assim, bem quis. 


Qual a magnitude do seu espírito?
Quem sabe?
Aparenta ser mais pesado
que o céu.
Espírito indomável. 


Sim, ela é a revolução, 
sua própria revolução.
De natureza bruta,
como o riscar obtuso
do lápis no papel,
como o pássaro que voa
sob tal pesado céu!

Ela está em tudo
E assim o faz porque
de tudo que aí está,
nada nela cabe.
E, implacável,
não cabe em si mesma. 


Porque é mulher, 
e embora o corpo abalável,
seu ser é plenitude.
É invencível. 


E se meu espírito é multiforme
− é porque assim ela o fez −,
ela é o universo.
Porque luta desde o alvorecer,
e sua luta,
contra o que se torna cotidiano,
vara pela noite, e não tem fim.

Tal a Era de Aquário, ela é,
de sua natureza,
a própria revolução.
E porque revolução
bem cabe na palma de sua mão.
Mm
Manaus, Jan. 18, 2014