domingo, 17 de julho de 2011

O Beijo de Tânatos

Tal qual o romantismo
Da autodestruição
Levo firmamento comigo
No olho do furacão.

E assim como os roqueiros
Em autocombustão
Vou queimando minha vida
Com o pulsar do coração.

E com a mágoa, abandonado
Por tal felicidade
Lanço-me aos braços da morte
Em plena sanidade.

Entregue em braços frios
Sinto minh'alma queimar
Enquanto procurei Afrodite
Tânatos veio me beijar.

E quando a esperança
Recolhe-se p'ra não me tocar
É nos lábios frios
Da morte que encontro meu lar.

Na busca por Afrodite
Meu corpo sendento vai ficar
E apenas o beijo de Tânatos:
Seus lábios poderão me saciar.

Mm.

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