terça-feira, 15 de abril de 2014

Simulacro


Não se iluda com a miséria que contempla os meus versos
A poesia encobre muito mais que este raquítico universo.
Não se engane com o amor que flui desta mente alucinada
Como disse o poeta: ”O ódio é uma emoção subestimada”.

Não se engane com a armação torta dos meus dentes
Q’eu sou muito menos que um belo sorriso proeminente.
E nem se iluda com qualquer esboço de abraço
Que é neste espaço que carrego todo meu cansaço.

Não se engane com o calor do meu sol canceriano
Que o amor nem sempre sobrevive à quentura do cotidiano.
Não se iluda que a frieza no meu ascendente não é à toa
Q’eu sou minha capacidade bruta de magoar pessoas.



Mm.
Mar. 23, 2014

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