quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hipocrisia hipocondríaca


Não é por educação que você pergunta: “Oi, como você ta? Tava com saudade de ti!” a mim, uma pessoa com quem você verdadeiramente não se importa, e que não lhe passa nem por sombra no pensamento a menos que você me veja e depois passe a falar mal, longe de mim é claro, sem procurar saber como me comporto ou sobre o meu caráter, como se eu fosse um estranho mesmo nos conhecendo há algum tempo. É hipocrisia!

Não é por falta de opção que você, sempre chega e me abraça e sorri e sempre pergunta: “[...]” – aquele blá blá blá tão comum! -, embora nesse abraço não se encontre o conforto – não, eu não encontro -, nesse sorriso não haja sinceridade – eu vejo que não há – e nas perguntas, não tenha a preocupação nem a educação – eu sei que não tem! -. Já não sou ingênuo ao seu cinismo. Isso é hipocrisia, doentia.

Se eu tivesse um cão, com certeza o sentimento dele por mim seria verdadeiro, pois seu afeto, assim como o de qualquer cão por seu “dono” é incondicional – como se fossem verdadeiros amigos -, é sem pensar, literalmente. Mas o humano, como pode pensar acha que pode iludir o outro, você não, não a mim, não mais. O seu sorriso nem num cão me reclinaria. Você não pode me iludir, não mais.

Você não é obrigada a sorrir sempre que me vê porque eu não preciso disso, vou treinar minha indiferença, é melhor! Você não é obrigada a sorrir p’ra quem pouco lhe importa. Não há necessidade de tal perda de tempo mas se isso lhe faz bem, lhe fortalece o ego ou lhe dá a sensação de sempre estar por cima de situações das quais você sabe não estar, então siga sempre sorrindo. Você não pode me ferir!

Mm.

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