terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Perfeição?

Quanto vale a perfeição?

O “ser” perfeito, almejado por tantos de nós, que fariam do possível ou até, quem sabe, o impossível para ser como tal. Por quê? Pelo gosto de viver sem falhar? O que seria isso? A perfeição é algo que está além da compreensão humana e que o ser humano insiste em tentar compreender e alcançar, assim como os deuses, ditos perfeitos.

Mas será que vale a pena? Qual seria o preço? De fato, viver sem falhas é algo que, por estar além do humano, torna-se impalpável, mas quem sabe chegar ao ápice da existência e da compreensão não seja bom, não é? Ser onisciente! O máximo. Viver no limite e saber que não é mais possível evoluir por já estar em plenitude para com o todo, ah... isso sim! Esta é a meta! Ser perfeito, não se preocupar com erros grotescos e não ser superado, ser o número um!

Contudo, não ser superado tornar-se-á algo tão trivial, ser o melhor em tudo, jamais perder. Então que gosto teria a vitória, a superação, a realização de objetivos e sonhos tidos com tanta fé? O mesmo da água, ó, algo tão essencial para a vida. Não! Prefiro algo mais amargo!

Se tornar-se perfeito requer que eu abra mão das lutas que me fazem crescer – para não mais errar e conseguir tudo o que quero com facilidade inigualável e tantos outros benefícios que nós humanos tanto queremos – prefiro viver embriagado ao seio dessa imperfeição que me inclina a buscar a superação de mim mesmo nessa pobre existência, que nada mais é que uma dádiva fatal.
Mm.


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