terça-feira, 20 de novembro de 2012

Deep Red


Ela se faz linda
Num vermelho profundo
 Cabelo, boca, a tez, e o sorriso.
Tudo aquilo que esses olhos retêm
E que a boca guarda e aguarda.

Uma doçura, estonteante,
Num falar que entorpece
O corpo – carne, osso e coração –
E a alma – em ascendência –
Transcendência e imanência.

Tal qual o cheiro, o afago,
Abraço, beijo, toque
E tudo aquilo que jaz
Numa timidez sublime, serena.
Encanta-me plenamente.

Intencionalidade?!
Quem sabe...?
Fatalidade?!
Bem pouco eu sei...
Mas assim ela se faz, em sincronia...
O falar, o porta-se, o vestir-se
O olhar-me...
Dentre todas as formas.

Enquanto este encorajado coração
Resiste, insiste, apanha e bate
Extasiado eu vejo
Que ela se faz linda
Num vermelho escarlate.
Mm.

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