Tão simples como perder-me no céu azul infinito
É olhar, profundo, no castanho dos teus
olhos,
Enquanto eles me invadem corpo e espírito.
Tal brasa do Sol que queima este
azul-final-de-tarde
Sinto meu peito rasgado em chamas enquanto,
tímido,
Coloco-o junto ao teu rejeitando mero alarde.
Sinto em minha boca a alegria d’um esboço
impreciso
Que junto ao olhar da Lua torna-se exato e
bonito
Ao encontrar na tua boca o abrigo ao sorriso.
Este coração não me cabe – bate frente ao
cansaço –
Mas apazigua ao descobrir-se em sintonia ao
teu
No preciso momento em que se dá espaço ao
abraço.
Ante o fulgor deste enlace explode sublime o
lampejo
E são infindos, como estrelas, carne, osso e
coração
Quando entregam de bom grado o desejo ao
beijo.
Mm.
Jun. 10, 2014.

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