sábado, 21 de junho de 2014

Azul-final-de-tarde



Tão simples como perder-me no céu azul infinito
É olhar, profundo, no castanho dos teus olhos,
Enquanto eles me invadem corpo e espírito.

Tal brasa do Sol que queima este azul-final-de-tarde
Sinto meu peito rasgado em chamas enquanto, tímido,
Coloco-o junto ao teu rejeitando mero alarde.

Sinto em minha boca a alegria d’um esboço impreciso
Que junto ao olhar da Lua torna-se exato e bonito
Ao encontrar na tua boca o abrigo ao sorriso.

Este coração não me cabe – bate frente ao cansaço –
Mas apazigua ao descobrir-se em sintonia ao teu
No preciso momento em que se dá espaço ao abraço.

Ante o fulgor deste enlace explode sublime o lampejo
E são infindos, como estrelas, carne, osso e coração
Quando entregam de bom grado o desejo ao beijo.


Mm.
Jun. 10, 2014.

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