Contemplação. Não há nada de extraordinário
No torto caminho farpado em que eu sigo,
Porém este mero bater do coração tortura
Desconstruindo por acaso este mero
imaginário.
O engasgo que me aperta o peito angustia
E, dilacerando-me, arranca meus pulmões,
Reivindicando para si o fôlego que não tenho
Quando busco n’outro peito uma dose de
empatia.
Configura-se inebriante e destrutivo
Cada trago de silêncio que tomo de bom grado
E que me desce rasgando tal cachaça velha.
(Mas para as cicatrizes desse corpo é
inofensivo).
Busco agora, e onde estão sentimento e razão?
Aprecio o estrago do buraco em meu peito
E converto, deformado, nesse espaço o cansaço
Do olhar pesado, fazendo das tripas coração.
Mm.
Jun. 5, 2014.

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